terça-feira, 19 de outubro de 2010

Visita às instituições culturais sergipanas

Espero que os alunos que visitaram o Palácio-Museu Olímpio Campos, o Instituto Histórico e Geográfico Sergipano e o Museu do Homem Sergipano nesta tarde, tenham aproveitado a oportunidade de conhecer a história e a geografia de Sergipe e apreciar a cultura sergipana.
Aqui estão os links dos sites que prometi:

http://www.palacioolimpiocampos.se.gov.br/

http://www.ihgse.com.br/

http://sites.ufs.br/antigos/museus/muhse/

Bom trabalho!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CONGRESSO DE VIENA (1814-1815)

Objetivo: restabelecer a antiga divisão política da Europa.

Países participantes: Áustria, Rússia, Inglaterra, Prússia e França.

Principais decisões:
  • restabelecimento das fronteiras européias anteriores à Revolução Francesa;
  • restauração das antigas monarquias absolutistas;
  • criação da Santa Aliança, que autorizou as nações européias (Rússia, Áustria e Prússia) a intervir em países cujos monarcas fossem destituídas por revoluções liberais; reprimir os movimentos nacionalistas europeus; e a reprimir os movimentos emancipacionistas das colônias americanas.
Observação:
A Inglaterra posicionou-se contra a Santa Aliança porque apoiava os movimentos de independência na América Latina, visando ampliar os mercados consumidores de seus produtos

ERA NAPOLEÔNICA (1799-1815)

ERA NAPOLEÔNICA (1799-1815)

FASES


  • Consulado (1799-1804)
  • Império (1804-1814)
  • Governo dos Cem Dias (1815)

CONSULADO (1799-1804)


A França era governada por três cônsules, sendo que o primeiro-cônsul Napoleão Bonaparte era quem governava efetivamente;


  • Principais realizações: centralização administrativa; criação do Banco da França, que controlava a emissão de moeda; estabelecimento de tarifas protecionistas; reorganização do ensino; elaboração do Código Napoleônico (igualdade de todos perante a lei, respeito à propriedade privada, direito à liberdade individual e matrimônio civil separado do religioso); elaboração da Concordata (acordo em que o Papa aceitava o confisco das propriedades privadas da Igreja pelo Estado, que em troca se comprometia a proteger o clero);
  • Em 1804, Napoleão convocou um plebiscito que o proclamou cônsul vitalício e outro que o proclamou imperador.

IMPÉRIO (1804-1814)

  • Expansão do Império francês (150 departamentos e 50 milhões de habitantes em 1812);
  • Formaram-se coligações internacionais para deter o avanço francês (Batalha de Tralfagar e Batalha de Austerlitz);
  • Bloqueio Continental (1806);
  • Reação à política expansionista de Napoleão (franceses lamentavam a morte de familiares nos campos de batalha; povos conquistados se revoltavam; e como a França não tinha condições de abastecer todos os mercados da Europa com produtos industrializados, os países começaram a contrabandear os produtos industrializados ingleses);
  • A Rússia abandonou o bloqueio e foi invadida pelo exército napoleônico, mas o inverno russo provocou a derrota francesa (1812);
  • Um poderoso exército formado por ingleses, austríacos, russos e prussianos invadiu Paris e destronou Napoleão. (1814);
  • O poder foi entregue a Luís XVIII, irmão de Luís XVI. (1814).

GOVERNO DOS CEM DIAS (1815)

  • Napoleão fugiu da Ilha de Elba e regressou a França;
  • As tropas enviadas para prender Napoleão uniram-se a el;
  • A coligação militar internacional se reorganizou e derrotou Napoleão na Batalha de Waterlo;
  • Napoleão foi exilado na ilha de Santa Helena;
  • Luís XVIII foi reconduzido ao trono.

GUERRA FRIA - A CORRIDA ESPACIAL


A corrida espacial foi uma das formas de manifestação da rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética. Um dos marcos iniciais da corrida espacial foi o lançamento pela União Soviética, em 1957, do primeiro satélite artificial, o Sputnik. Quatro anos depois, os soviéticos promoveram o lançamento da nave espacial Vostok I, tripulado por Yuri Gagarin, o primeiro astronauta a fazer o vôo orbital em torno da Terra. Apesar desse pioneirismo soviético, em 1969 os Estados Unidos enviaram à Lua a nave espacial Apollo 11, consagrando o astronauta Neil Armstrong como o primeiro homem a pisar no solo lunar.

Leia duas notícias publicadas durante a Guerra Fria, na União Soviética e no Brasil, respectivamente:


“A criação de satélites artificiais da Terra é uma tarefa que somente os países mais desenvolvidos técnica e científica e industrialmente são capazes de compreender. E só dois países, o nosso e os Estados Unidos, empenharam-se na solução desse problema. Somos os primeiros a resolvê-lo com êxito. Tais são os frutos do trabalho livre e criativo do povo da nova sociedade socialista” Trud, 19 out. 1957, p. 1.


“Quando os cosmonautas americanos chegarem à Lua, ali encontrarão os cosmonautas soviéticos descansando placidamente –esta previsão espacial do redator do Pravda, de Moscou, foi discretamente esquecida pelos russos durante a semana passada, enquanto Neil Armstrong, Edwin Aldrin e Michael Collins, acompanhados por mais de 500 milhões de telespectadores faziam sua viagem à Lua [...]. A missão da Apollo 11 é uma prova de que os Estados Unidos são o país mais adiantado do mundo, de que a democracia é superior ao comunismo”.Revista Veja e Leia, 23 jul. 1969, pp. 38 e 40.


ESTUDO DIRIGIDO

1) Em que contexto histórico foram publicadas essas notícias?

2) O que há em comum entre elas?

3) No que elas divergem?

4) O que significava vencer a corrida espacial?

GUERRA FRIA – O USO DOS DISCURSOS PELOS PRESIDENTES DOS E.U.A E DA UNIÃO SOVIÉTICA

Após o término da Segunda Guerra Mundial, teve início a Guerra Fria. Estados Unidos e União Soviética tornaram-se os grandes líderes no cenário internacional e passaram a disputar áreas de influência nos diversos continentes. O termo Guerra Fria foi escolhido pelos analistas porque essas tensões não geraram um conflito direto entre as superpotências. Segundo o sociólogo Raymond Aron era uma guerra improvável, pois devido ao arsenal militar que esses países possuíam, um confronto direto colocaria o mundo em risco.


Para conseguir a supremacia os Estados Unidos e a União Soviética utilizaram diversas estratégias. Uma delas foi o uso de inflamados discursos. Através deles os governantes dos dois países procuraram convencer os respectivos governados de que havia um inimigo a ser derrotado e justificar suas ações.


Leia a seguir trechos de discursos proferidos pelo presidente dos Estados Unidos, Harry Truman, e pelo líder da antiga União Soviética, em março e novembro de 1947, respectivamente:


“Uma maneira de viver é baseada na vontade da maioria e distingue-se pela existência de instituições livres, governo representativo, eleições livres, garantias de liberdade individual, liberdade de opinião e de religião e ausência de opressão política. O segundo modo de vida baseia-se na vontade de uma minoria imposta pela força a uma maioria. Ele repousa no terror e na opressão, no controle da imprensa e do rádio, em eleições fraudadas e na supressão das liberdades pessoais. Acredito que deva ser a política dos Estados Unidos apoiar os povos livres que estão resistindo à tentativa de subjugação por minorias armadas ou por pressões externas”. (Discurso do presidente norte-americano Harry Truman. Citado em: FENELON, Dea R. A guerra fria. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 87.)


“Dois campos opostos se formaram: de um lado a política da União Soviética e dos países democráticos direcionada a anular o imperialismo e fortalecer a democracia; do outro lado a política dos Estados Unidos e da Inglaterra, direcionada ao fortalecimento do imperialismo e anulação da democracia.” (Discurso do líder soviético Joseph Stalin. Citado em: FENELON, Dea R. A guerra fria. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 90.)


ESTUDO DIRIGIDO


1) Explique o que foi a Guerra Fria.


2) Por que os estudiosos utilizaram o termo Guerra Fria para designar o conflito entre os Estados Unidos e a União Soviética?


3) Identifique o argumento utilizado por Harry Truman, presidente dos Estados Unidos, para conseguir o apoio da população e justificar a sua posição.


4) Identifique o argumento utilizado por Joseph Stalin, presidente da União Soviética, para conseguir o apoio da população e justificar a sua posição.

GUERRA FRIA

CONCEITO - tensões políticas entre Estados Unidos e União Soviética por causa da disputa por áreas de influência em diversos continentes.


ESTRATÉGIAS

Estados Unidos:

  • Plano Marshall (1947)
Objetivo: recuperar a economia da Europa capitalista, reforçar os vínculos com os Estados Unidos e impedir o avanço do socialismo.

  • Otan (1949)
Objetivo: combater a expansão soviética.


União Soviética:


  • COMECON (1949)
Objetivo: fortalecer os laços econômicos entre os países socialistas.

  • Pacto de Varsóvia (1955)
Objetivo: garantir a defesa dos países socialistas.


FORMAÇÃO DE BLOCOS

  • Bloco capitalista: compreendia países da Europa Ocidental, da América (com exceção de Cuba), numerosos países da África, da Ásia e da Oceania.

  • Bloco socialista: reunia países da Europa Oriental, alguns países da África e da Ásia, além de Cuba.

CORRIDA ARMAMENTISTA: O EQUILÍBRIO PELO TERROR


  • Os Estados Unidos produziram a 1ª bomba atômica em 1945

  • A União Soviética produziu a 1ª em 1949.


CORRIDA ESPACIAL


  • Em 1957 a União Soviética lançou o 1º satélite artificial: o Sputnik

  • Em 1961 a União Soviética lançou a 1º nave espacial tripulada: o Vostok I. Yuri Gagarin fez o 1º vôo orbital.

  • Em 1969 os Estados Unidos lançaram a nave Apolo 11. Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua.

CONFRONTOS INDIRETOS


GUERRA DA CORÉIA (1950-1953)

No final da Segunda Guerra a Coréia foi dividida, tomando como base o paralelo 38º, em Coréia do Norte e Coréia do Sul. Essa divisão seria mantida até a realização de eleições, que unificariam novamente o país. A Coréia do Sul (capitalista) não queria realizar eleições e foi invadida pela Coréia do Norte (socialista) que queria a unificação em 1950. Teve início a Guerra da Coréia. Os Estados Unidos intervieram para libertar o território sul-coreano. A Coréia do Norte teve ajuda militar da China e da União Soviética. Em 1953, foi estabelecido uma acordo de paz e as fronteiras foram restabelecidas pelo paralelo de 38º.


GUERRA DO VIETNÃ (1960-1975)

O Vietnã conseguiu independência da França em 1954. O Vietnã foi dividido em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul até a realização de eleições tendo em vista a unificação. O Vietnã do Sul não permitiu a realização das eleições. Em 1960 foi criada no Vietnã do a Frente de Libertação Nacional que deflagrou a guerra pela unificação. Os Estados Unidos ajudaram o Vietnã do Sul. A União Soviética apoiaram o Vietnã do Norte. Após pressão da opinião pública internacional os Estados Unidos retiraram suas tropas. A guerra desenvolveu-se por mais algum tempo até a rendição do Vietnã do Sul em 1975. Os líderes da Frente de Libertação Nacional unificaram o país dentro do regime socialista. A Guerra do Vietnã foi uma das mais humilhantes derrotas dos Estados Unidos e contribuiu para ampliar a área de influência do socialismo.


CRISE DOS MÍSSEIS CUBANOS (1962)

Após a Revolução Cubana. Fidel Castro procurou manter uma postura neutra em relação à Guerra Fria. Essa neutralidade provocou a desconfiança dos norte-americanos. Os Estados Unidos incentivaram uma contra-revolução, mas Fidel Castro saiu vitorioso. Diante da ameaça norte-americana, aderiu ao bloco socialista. Em 1962, Cuba aceitou instalar no seu território mísseis soviéticos. Estados Unidos e União Soviética após longas negociações firmaram um pacto: os soviéticos retiraram os mísseis de Cuba e os norte-americanos comprometeram-se a respeitar a soberania desse país. Após a crise dos mísseis cubanos os Estados Unidos criaram a “Aliança para o Progresso”, que previa a concessão de empréstimos dos Estados Unidos para os países latino-americanos. O objetivo era impedir o crescimento de movimentos oposicionistas e garantir a sua hegemonia.


FIM DA GUERRA FRIA


  • Abertura política e econômica da União Soviética;

  • (Glasnost=transparência/ Perestroika=reestruturação);

  • Abertura política e econômica dos países do Leste Europeu;

  • Queda do Muro de Berlim;

  • Fim da União Soviética.

TRABALHADORES X MALANDROS: CENSURA E PROPAGANDA NA ERA VARGAS


O controle dos meios de comunicação e o uso agressivo da propaganda foram estratégias comuns dos regimes totalitários europeus. O Estado Novo, regime ditatorial instalado por Getúlio Vargas no Brasil em novembro de 1937, também utilizou amplamente esses recursos.


Em 1939, foi criado o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão diretamente ligado à presidência da República, encarregado de censurar os meios de comunicação social – como rádio, cinema, teatro e imprensa – e coordenar a propaganda oficial.


O rádio foi um dos órgãos mais controlados. Era um meio de comunicação que atingia diversas camadas da população. Um dos ritmos musicais mais tocados era o samba. O DIP exerceu forte censura sobre esse gênero musical, pois considerava que ele fazia críticas ao trabalho e ao trabalhador. Essas críticas chocavam-se com a propaganda do regime que exaltava o trabalho e cultuava Vargas como “pai dos trabalhadores”. O culto ao trabalho cumpria duas funções: permitir o desenvolvimento industrial e garantir a permanência de Vargas no poder através do apoio popular.


Durante seu governo Getúlio Vargas reconheceu alguns direitos dos operários, com o intuito de controlá-los e impedir que se organizassem e realizassem modificações profundas na sociedade. Mas a “concessão” desses direitos não foi suficiente para a melhoria das condições sociais dos trabalhadores. As dificuldades dos trabalhadores foram temas de diversos sambas que procuravam exaltar a figura do malandro, um tipo que preferia dedicar-se a bicos e pequenos furtos, evitando entregar-se ao trabalho, que, via de regra, só trazia benefício aos patrões.


Wilson Batista destacou-se como um dos sambistas mais afeitos ao tema, exaltando a malandragem em sambas como Lenço no pescoço. Gravada pela primeira vez em 1933, essa canção comparava dois tipos da sociedade carioca do período: o malandro e o trabalhador.



Com meu chapéu de lado, tamanco arrastando

Lenço no pescoço, navalha no bolso

Eu passo gingando, provoco e desafio

Eu tenho orgulho em ser tão vadio


Sei que eles falam desse meu proceder

Eu vejo quem trabalha andar no miserê

Eu sou vadio porque tive inclinação

Eu me lembro era criança

Tirava samba-canção.


Através da censura o DIP obrigou os sambistas a mudarem o tom de suas composições. O próprio Wilson Batista, autor de Lenço no pescoço, não conseguiu resistir ao cerco dos burocratas do regime. Em 1940, lançou, em parceria com Ataulfo Alves, O Bonde de São Januário, samba no qual exaltava as virtudes do trabalhador.


Quem trabalha é quem tem razão

Eu digo e não tenho medo de errar

O Bonde São Januário

Leva mais um operário

Sou eu que vou trabalhar


Antigamente eu não tinha juízo

Mas resolvi garantir meu futuro

Vejam vocês,

Sou feliz, vivo muito bem

A boemia não dá camisa a ninguém.


Em O Bonde São Januário, Wilson Batista faz uma espécie de mea-culpa sobre a exaltação do malandro dos seus sambas anteriores.


ESTUDO DIRIGIDO


1) O samba Lenço no pescoço procura diferenciar o cotidiano de malandros e trabalhadores. Como o compositor Wilson Batista caracteriza esses dois personagens?


2) Compare a letra da canção Lenço no pescoço, de 1933, com a letra de O Bonde São Januário, de 1940. O que mudou no tratamento dos malandros e dos trabalhadores?


3) Os dois sambas foram compostos por Wilson Batista. O que mudou entre os dois momentos históricos em que os sambas foram produzidos?