domingo, 8 de agosto de 2010

CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS (1787)

Leia a seguir o primeiro artigo da Constituição dos Estados Unidos. Depois procure resolver a questão proposta.

Artigo I

Nós, o Povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranqüilidade doméstica, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral e assegurar as bênçãos da liberdade a nós mesmos e à nossa posteridade, ordenamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América.

Constituição norte-americana. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1986.

Identifique nesse artigo a influência das idéias iluministas.

COLONIZAÇÃO E INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

COLONIZAÇÃO

  • As Treze Colônias formadas por imigrantes ingleses, protestantes e católicos, que fugiram de perseguição religiosa na Inglaterra.

  • Características das colônias:


COLÔNIAS DO NORTE

COLÔNIAS DO SUL

Agricultura diversificada, pecuária e

Comércio.

Agricultura de exportação (tabaco e algodão).

Pequena e média propriedade

Grande propriedade

Trabalho livre

Trabalho escravo

Colônias de povoamento (relativa autonomia)

Colônias de exploração (laços estreitos com a Metrópole)




INDEPENDÊNCIA


Antecedentes:

  • Guerra dos Sete Anos (1756-1763) – guerra travada entre Inglaterra e França pela posse de regiões na América do Norte

  • Leis que restringiam a autonomia colonial:

Lei do açúcar (1764) - taxas de importação do açúcar que não viesse das Antilhas britânicas;

Lei do Selo (1765) – taxa sobre jornais, livros, anúncios, etc;

Lei dos Alojamentos (1765) – obrigava os colonos a fornecer alojamento e alimentação às tropas inglesas;

Lei do Chá (1773) – obrigava os colonos a comprarem chá somente à Companhia das Índias Orientais;

Leis Intoleráveis (1774) – determinava o fechamento do porto de Boston e autorizava o governo a punir os colonos envolvidos em manifestações contrários à autoridade inglesa.

Primeiro Congresso da Filadélfia
– Os colonos, insatisfeitos com a intensificação da exploração colonial, elaboraram um documento de protesto, mas a metrópole não fez concessões.

  • Guerra pela Independência (1775- 1781)

Batalha de Lexington (1775) - Tropas inglesas tentaram destruir um depósito de armas dos colonos;

Segundo Congresso da Filadélfia (1775) - nomeação de George Washington como comandante das tropas;

Declaração de Independência dos Estados Unidos (14 de julho de 1776);

Apoio da França, da Espanha e da Holanda (1778);

Vitória das tropas coloniais (1781)

Reconhecimento da independência pelo governo inglês (1883)


  • Constituição dos Estados Unidos (1787)
Tipo de Estado – República federativa presidencialista;

Cidadania – Exercícios de direitos políticos e civis como a liberdade de expressão, de imprensa, de crença religiosa, inviolabilidade de domicílio, direito a julgamento;

Tripartição dos poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário.

TRECHO DO DIÁRIO DE ANNE FRANK


Sexta-feira, 9 de Outubro de 1942

Querida Kitty!

Hoje só te posso dar notícias tristes e deprimentes. Os nossos amigos e conhecidos judaicos são deportados em massa. A Gestapo trata-os sem a menor consideração.
Em vagões de gado leva-os para Westerbork, o campo para judeus. Westerbork deve ser um sítio horrível. Estão lá milhares de pessoas e nem há sequer lavatórios nem W.C. que, de longe, cheguem para todos. Conta-se que as pessoas dormem em barracas, homens, mulheres e crianças, todos misturados. Não podem fugir: quase todos se podem identificar pelas cabeças rapadas ou então pelo seu tipo judaico.
Se já na Holanda as coisas se passam deste modo, como há de ser então nos sítios longínquos para onde levam essa gente? A emissora inglesa fala de câmaras de gás.
De qualquer forma talvez seja a câmara de gás a maneira mais rápida de se morrer... A Miep falou-nos de acontecimentos terríveis e está excitadíssima. Ainda há pouco encontrou, em frente da sua porta, uma velhinha manca. Estava à espera do automóvel da Gestapo que recolhe as pessoas umas após outras. A velha tremia de medo. Os canhões da defesa atroavam os ares. Os raios dos projetores cruzavam-se no céu, a trovoada dos aviões ingleses ecoava entre as casas. Mas a Miep não teve coragem de arrastar a mulherzinha para dentro da sua casa. Os alemães castigam com dureza tais procedimentos.
Também a Elli está desanimada e triste. O seu noivo foi levado para trabalhar na Alemanha. Ela receia que o seu Dirk possa ser atingido quando há bombardeamentos.
Os aviões ingleses despejam milhões de quilos de bombas.
Piadinhas como: "Descansem, não lhes cairá em cima um milhão delas", ou "só uma bomba chega bem", acho-as grosseiras. O Dirk não foi o único que teve de partir.
Todos os dias saem comboios de jovens, forçados a ir. Um ou outro consegue fugir pelo caminho ou "mergulhar", mas são tão poucos! A minha cantiga triste ainda não acabou. Já ouviste falar em reféns? Pois inventaram esta coisa requintada. Parece-me o pior de tudo o que inventaram.
Gente inocente é presa. Se em qualquer parte se dá uma "sabotage" e os autores não se encontrarem, fuzilam simplesmente alguns dos reféns. Depois publicam a notícia no jornal. E lembrar-me que também já fui alemã!
Hitler tirou-nos a nacionalidade há muito. Entre aquela espécie de alemães - os hitlerianos - e os judeus existe uma inimizade como não pode haver mais forte em todo o Mundo!

Tua Anne.

DECLARAÇÕES DE SOLDADOS NAS GRANDES GUERRAS DO SÉCULO XX

Você lerá a seguir dois depoimentos escritos por soldados que participaram, respectivamente, da Primeira e da Segunda Guerra Mundial.

1. Depoimento feito durante a Primeira Guerra.

“Sou um soldado convencido de estar agindo pelos soldados. Acredito que esta guerra, na qual ingressei como se fora uma guerra de defesa e liberação, converteu-se, agora, numa guerra de agressão e conquista. [...] Vi e suportei os sofrimentos das tropas e não posso mais contribuir para prolongar esses sofrimentos com vistas a objetivos que considero cruéis e injustos.
Não estou protestando contra a direção da guerra, mas contra os erros políticos e as insinceridades pelos quais os combatentes estão sendo sacrificados. Em nome daqueles que estão sofrendo agora, protesto contra o engano de que estão sendo vítimas: acredito, também, poder contribuir para destruir a complacência indiferente com que a maioria dos que estão em casa contemplam o prosseguimento de agonias que não compartilham, e que não possuem imaginação suficiente para conceber“.

FONTE: Extraído do Bradford Pioneer, 27 de julho de 1917. História do Século XX. São Paulo: Abril. v. 23. 1975. p.690.


2. Depoimento sobre a Segunda Guerra.
O texto a seguir foi escrito por um tenente alemão que participou da batalha de Stalingrado. “Para tomar uma única casa, lutamos quinze dias, lançando mão de morteiros, granadas, metralhadoras e baionetas. Já no terceiro dia, 54 cadáveres de soldados alemães estavam espalhados pelos porões, pelos patamares e pelas escadas. [...] A luta não cessa nunca. De um andar para outro, rostos enegrecidos pelo suor, nós nos bombardeamos uns aos outros com granadas, em meio a explosões, nuvens de poeira e de fumaça, montes de argamassa, em meio ao dilúvio de sangue, aos destroços de mobiliário e de seres humanos. Perguntem a quer soldado o que significa meia hora de luta corpo-a-corpo numa peleja desse tipo. Depois imaginem Stalingrado - oitenta dias e oitenta noites só de luta corpo-a-corpo. As ruas já não se medem por metros, mas cadáveres [...]”.

FONTE: História do Século XX. São Paulo: Abril, v. 67. 1975. p. 2047.


A partir da leitura dos depoimentos responda as seguintes questões:

1 - Qual é o tema desses depoimentos?

2 - Os dois depoimentos foram escritos em guerras diferentes, por soldados que lutaram em campos opostos. Compare-os.

CARTA A STALINGRADO - Carlos Drummond de Andrade

Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem,
enquanto outros, vingadores, se elevam.

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.

Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro
oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu
a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos
pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida.

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto
resplandecente!
As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio.
Débeis em face do teu pavoroso poder,
mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não
profanados,
as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues
sem luta,
aprendem contigo o gesto de fogo.
Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças!
Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!
De umas apenas resta a escada cheia de corpos;
de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem
trabalho nas fábricas,
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços
negros de parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado!

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços
sangrentos,
apalpo as formas desmanteladas de teu corpo,
caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e relógios partidos,
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado, senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal, a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura
combate,
e vence.

As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma
fumaça subindo do Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão
contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.

DEPOIMENTOS SOBRE O HOLOCAUSTO

Motke Zaidl e Itzhak Dugin:

"No momento em que se abriu a última vala, reconheci toda a minha família. Mamãe e minhas irmãs. Três irmãs com seus filhos. Elas estavam todas lá. (...) Quanto mais se cavava para o fundo, mais os corpos estavam achatados, era praticamente uma pasta achatada. Quando se tentava segurar o corpo, ele esfarelava completamente, era impossível pegá-lo. Quando nos forçaram a abrir as valas, proibiram-nos de utilizar instrumentos, disseram-nos: É preciso que se habituem a isso; trabalhem com as mãos (...). Os alemães haviam até acrescentado que era proibido empregar a palavra morte ou a palavra vítima, porque aquilo era exatamente como um cepo de madeira, era merda, aquilo não tinha absolutamente nenhuma importância, não era nada."

Prisioneiro de Treblinka:

"No interior do vagão, ficavam tão apertados que talvez nem sentissem frio. E no verão sufocavam, porque fazia muito, muito calor. Então os prisioneiros tinham muita sede, tentavam sair. (...) E algumas vezes faziam de propósito, muito simplesmente saiam, sentavam-se no chão, e os guardas chegavam e lhes davam um tiro na cabeça. (...) Uma vez os judeus pediram água, um ucraniano que passava proibiu de dar água. Então a prisioneira que pedia água jogou-lhe na cabeça a panela que segurava, então o ucraniano recuou um pouco, dez metros talvez, e começou a atirar no vagão, a esmo. Então aqui ficou cheio de sangue e de miolos."

Franz Suchomel, SS Unterscharführer:

"Treblinka nessa época funcionava a plena força. Estávamos então começando a esvaziar o gueto de Varsóvia. Em dois dias, chegaram cerca de três trens (...) Chegaram a Treblinka cinco mil judeus, e entre eles havia três mil mortos (...) Eles haviam aberto as veias, ou estavam mortos, assim... Descarregamos semimortos e semiloucos. (...) Nós os amontoamos aqui, aqui e aqui. Era milhares de humanos empilhados uns sobre os outros. Empilhados como madeira. Mas também outros judeus, vivos, esperavam ali há dois dias, pois as pequenas câmaras de gás já não eram suficientes. Funcionavam dia e noite, naquele tempo."

Simon Srebnik:

"Lembro-me de uma vez, eles ainda viviam, os fornos já estavam cheios, e eles ficaram no chão. Todos se moviam, voltavam a si, aqueles vivos... E quando eles os jogaram aqui nos fornos, todos estavam reanimados: foram queimados vivos (...) Quando vi tudo aquilo, aquilo não me tocou. Só tinha treze anos, e tudo o que havia visto até ali eram mortos, cadáveres. Jamais havia visto nada de diferente. (...) Eu pensava: deve ser assim, é normal, é assim. (...) As pessoas tinham fome. Iam e caiam, caiam... O filho tomava o pão do pai, o pai o pão do filho, todos queriam permanecer vivos (...) Pensava também: Se sobreviver, só desejo uma coisa: que me dêem cinco pães. Para comer... Nada mais."

Filip Muller - sobrevivente das cinco liquidações do "comando especial" de Auschiwitz:

"O gás, quando começava a agir, propagava-se de baixo para cima. E no pavoroso combate que travava então - pois era um combate - a luz era cortada nas câmaras de gás, ficava escuro, não se via nada, e os mais fortes queriam sempre subir mais alto. Sem dúvida sentiam que quanto mais subissem, menos o ar lhes faltava. (...) E ao mesmo tempo quase todos precipitavam-se para a porta. Era psicológico, a porta estava lá... E é por isso que as crianças e os mais fracos, os velhos, encontravam-se embaixo, e os mais fortes por cima. Nesse combate da morte, o pai já não sabia que seu filho estava lá, debaixo dele."

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (1939-1945)

3FATORES:

  • Imposição do Tratado de Versalhes à Alemanha ao término da Primeira Guerra Mundial;
  • Política de apaziguamento adotada pela Inglaterra e pela França para evitar um novo confronto mundial;
  • Incapacidade da Liga das Nações de manter a paz mundial;
  • Expansionismo da Alemanha, da Itália e do Japão. A Alemanha anexou a Áustria, a Renânia, os Sudetos, a Tchecoslováquia e a Polônia. A Itália anexou a Etiópia e a Albânia. O Japão anexou a Manchúria;
  • Assinatura do Pacto de Não-Agressão porHitler e Stalin.

ESTOPIM

Invasão do oeste da Polônia pela Alemanha (1º de setembro).


ALIANÇAS


  • Eixo - Alemanha, Itália e Japão.
  • Aliados - França, Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética.


FASES DA GUERRA


Ofensiva do Eixo (1939-1942)

  • Esta fase foi caracterizada pela rápida ofensiva dos alemães que usaram a estratégia da guerra relâmpago (blitzkrieg);
  • Após dominar a Polônia, as tropas alemãs dominaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França;
  • Ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbor;
  • Invasão da União Soviética pelos alemães;
  • Entrada da União Soviética e dos Estados Unidos na guerra.
Contra-ofensiva dos Aliados (1942-1945)

  • Ingleses e norte-americanos bombardearam as grandes cidades alemãs (1942);
  • Soviéticos obrigaram os alemães a se render na Batalha de Stalingrado (1943);
  • Soviéticos recuperaram os territórios ocupados pela Alemanha (1943-1945);
  • Ingleses e norte-americanos ocuparam a Itália e afastaram e prenderam Mussolini. Os Alemães liberaram o duce que retomou o poder. Os aliados prenderam novamente Mussolini o executaram (1943);
  • No dia 6 de junho de 1944, os Aliados desembararam na Normandia (França) e atacaram intesamente as tropas alemâs (Dia D);
  • Ingleses e norte-americanos invadiram Berlim pelo leste e os soviéticos pelo oeste (1945);
  • No dia 30 de abril Adolf Hitler, Eva Braun e Josef Goebbls cometeram suicídio;
  • Dia 8 de maio de 1945, a Alemanha se rendeu.
  • A rendição japonesa só ocorreu no dia 2 de setembro de 145, quando os norte-americanos explodiram bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.