domingo, 2 de maio de 2010
REPÚBLICA VELHA - PARTE III - BORIS FAUSTO
REPÚBLICA VELHA - PARTE II - BORIS FAUSTO
sábado, 1 de maio de 2010
REPÚBLICA VELHA - PARTE I - BORIS FAUSTO
domingo, 25 de abril de 2010
GREVE GERAL DE 1917 - ATIVIDADE
1) Em 1917, ocorreu a primeira grande greve de trabalhadores do Brasil. Dela participaram operários de várias indústrias de São Paulo, que contaram com a solidariedade de trabalhadores de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Eles reivindicaram: aumento salarial de 33%; proibição do trabalho para menores de 14 anos; abolição do trabalho noturno de mulheres e menores de 18 anos; jornada de oito horas; respeito ao direito de associação; congelamento dos preços dos alimentos e redução de 50% nos aluguéis. As manifestações operárias foram violentamente reprimidas pelos soldados, que cumprindo ordens do governo, provocaram ferimentos e mortes. Diante disso, os trabalhadores redigiram o seguinte manifesto:
“Soldados! Não deveis perseguir os vossos irmãos de miséria. Vós também sois grande massa popular, e se hoje vestis a farda, voltareis a ser amanhã os camponeses que cultivavam a terra, ou os operários explorados das fábricas e oficinas.
A fome reina em nossos lares, e os nossos filhos nos pedem pão! Os perniciosos patrões contam, para sufocar as nossas reclamações, com as armas de que vos armaram, ó soldados!
Essas armas eles vo-las deram para garantir o seu direito de esfomear o povo.
[...]
Sair como cangaceiro para a rua, baixando o facão e disparando tiros sobre um povo que se ergue, consciente, protestando contra a fome, é indigno e vil, e é a este papel que agora vos querem forçar os governantes.
Resta à vossa consciência responder.
O que ides fazer?”
a) Descreva as condições dos operários na Primeira República.
b) Identifique as principais reivindicações dos trabalhadores.
c) Analise como o governo resolvia a questão social na Primeira República.
c) Aponte a intenção dos grevistas ao escrever esse manifesto.
d) Sintetize os argumentos utilizados pelos operários para convencer os soldados a não derramarem o sangue dos operários.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
REPÚBLICA DO CAFÉ-COM-LEITE (1894-1930)
POLÍTICA
• CORONELISMO - sistema de dominação no qual os coronéis exerciam controle numa determinada região através da troca de favores e da violência.
• VOTO DE CABRESTO – voto imposto pelos coronéis através da troca de favores ou da violência.
• POLÍTICA DOS GOVERNADORES – sistema de alianças, implantada no governo Campos Sales (1898-1902), no qual o presidente comprometia-se a não interferir na política estadual e a conceder verbas aos governadores e os governadores comprometiam-se a eleger os deputados e senadores favoráveis ao presidente.
• COMISSÃO VERIFICADORA DAS ELEIÇÕES – comissão responsável pelo julgamento dos resultados eleitorais, que empossava os políticos da situação e realizava a degola da oposição.
• POLÍTICA DO CAFÉ-COM-LEITE – revezamento das oligarquias de São Paulo (produtor de café) e Minas Gerais (produtor de leite) no poder.
ECONOMIA
AGRICULTURA
• CAFÉ – o produto era responsável por 50% das exportações e abastecia 2/3 do mercado mundial.
CONVÊNIO DE TAUBATÉ (1906) - o café passou por uma crise de produção e o governo federal e os governos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais assinaram o Convênio de Taubaté através do qual o governo federal comprometeu-se a comprar as safras excedentes de café e os produtores assumiram o compromisso de diminuir a produção.
• AÇÚCAR – incorporado à economia brasileira desde a Colônia, o açúcar teve alguns momentos de expansão durante a década de vinte, mas com a concorrência do açúcar de beterraba produzido na Alemanha, Bélgica e França e a concorrência do açúcar antilhano, produzido em Cuba e Porto Rico entrou em declínio.
• ALGODÃO – teve um período de grande desenvolvimento até enfrentar a concorrência do algodão produzido nos Estados Unidos.
• CACAU – ocupou papel de destaque na pauta de exportação até sofrer a concorrência do cacau produzido pela Inglaterra na Costa do Ouro e em Gana.
EXTRATIVISMO
• BORRACHA – com o crescimento da indústria automobilística, a borracha passou a gozar de bom preço no mercado internacional, especialmente entre 1891 e 1918. Mas, devido a concorrência do látex produzido pela Inglaterra e pela Holanda nas suas colônias o extrativismo da borracha arrefeceu.
INDÚSTRIA
• A indústria brasileira era basicamente de bens de consumo e concentravam-se no Rio de Janeiro e em São Paulo.
• CRISE DE SUPERPRODUÇÃO DO CAFÉ – com a crise de 1906 os cafeicultores perceberam que o negócio do café não era tão inabalável e resolveram diversificar as atividades investindo na industrialização.
• PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL – durante o conflito foi adotada a política de substituição de importações, que provocou um significativo desenvolvimento industrial.
CONDIÇÕES DE TRABALHO
• Homens, mulheres e crianças enfrentavam jornadas de trabalho que duravam entre 10 e 12 horas; em ambientes insalubres; recebiam baixos salários; e constantemente eram vítimas de agressões físicas.
RESISTÊNCIA
• Os operários, animados por idéias anarquistas, disseminadas pelos imigrantes, organizaram-se e realizaram congressos operários para discutir a situação em que viviam. O ápice do movimento operário foi a Greve Geral de 1917.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
REPÚBLICA DA ESPADA (1889-1894)
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:
- Destituição dos presidentes das províncias;
- Dissolução das assembléias provinciais e das câmaras municipais;
- Convocação da Assembléia Constituinte;
- Promulgação da Constituição Republicana (1891):
-Forma de governo: República;
- Sistema de governo: presidencialismo;
- Forma de estado: federalista;
- Tripartição dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário);
- Separação entre Igreja e Estado;
- Eleição direta por voto aberto de maiores de 21 anos, exceto mulheres, mendigos, cabos e soldados, religiosos e analfabetos.
- Eleição presidencial - a Constituição estabeleceu que a primeira eleição presidencial seria realizada pela forma indireta. Foram apresentadas duas chapas: a primeira com Deodoro da Fonseca, como presidente, e Eduardo Wandenkolk, como vice-presidente; e a segunda com Prudente de Morais, como presidente, e Floriano Peixoto, como vice-presidente. Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto foram os vencedores;
GOVERNO DEODORO DA FONSECA (1891)
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:
- Encilhamento - reforma econômica realizada pelo Ministro da Fazenda Rui Barbosa, que teve como objetivo estimular a indústria, através da concessão de crédito àqueles que quisessem implantar ou desenvolver indústrias. A emissão de moedas pelos principais bancos, sem as devidas garantias provocou especulação financeira, inflação, falência e déficit público;
- Aprovação da Lei de Responsabilidade pelo Congresso Nacional;
- Dissolução do Congresso Nacional pelo presidente;
- Explosão de conflitos como a Primeira Revolta da Armada e a Greve dos Trabalhadores da Estação de Ferro Central do Brasil;
- Renúncia do presidente.
GOVERNO FLORIANO PEIXOTO (1891-1894)
PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:
- A Constituição estabelecia que o vice-presidente poderia governar apenas se o presidente tivesse cumprido dois anos do mandato. Deodoro renunciou após nove meses. Portanto, Floriano Peixoto não poderia assumir definitivamente a presidência, mas apenas o tempo suficiente para convocar novas eleições. Mas, apesar dos conflitos, Floriano cumpriu o mandato até o final;
- Reabertura do Congresso Nacional e afastamentos dos presidentes dos estados nomeados por Deodoro da Fonseca;
- Medidas econômicas:
-fiscalização do erário público;
- reforma bancária;
- estímulo à industrialização, através da concessão de financiamento (com restrições) para instalação de indústrias e aquisição de máquinas importadas;
- pacote de medidas populares (diminuição dos preços dos aluguéis e da carne, controle dos preços de gêneros de primeira necessidade e criação de projeto de construção de casas populares).
- Explosão de conflitos como a Segunda Revolta da Armada (1893) e a Revolta Federalista (1893-1895);
- O rigor de Floriano diante dos dois conflitos renderam-lhe o título de Marechal de Ferro.
MOVIMENTOS SOCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA II
REVOLTAS URBANAS
- Os movimentos sociais urbanos refletiram a insatisfação de uma sociedade que se tornou complexa, com o surgimento de novos grupos sociais que passaram a pressionar o sistema político. A Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata e as Revoltas Tenentistas expressaram o desejo de romper o monopólio político das oligarquias e conquistar direitos básicos de uma sociedade democrática, como salários e condições de trabalho dignos, empregos, além de eleições livres e legítimas.
PRINCIPAIS REVOLTAS: VACINA, CHIBATA E TENENTISTAS
| REVOLTAS | REVOLTA DA VACINA (1904) | REVOLTA DA CHIBATA (1910) | REVOLTAS TENENTISTAS (1922-1927) |
| LOCALIZAÇÃO | Rio de Janeiro | Rio de Janeiro | Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Nordeste. |
| PRINCIPAIS LÍDERES | Líderes intelectuais, operários e políticos. | João Cândido | Tenentes do Exército e da Marinha |
| MOTIVOS | Os fluminenses revoltaram-se contra a obrigatoriedade da vacinação e contra o descaso com o qual estavam sendo tratados pelo governo, especialmente, durante o processo de remodelação da cidade. | Os marinheiros rebelaram-se contra o trabalho excessivo, os salários baixos e os castigos corporais que recebiam. | Os tenentes reivindicavam redução do poder das oligarquias, centralização administrativa, reforma da justiça, fim da corrupção política, estabelecimento do voto secreto e ampliação da alfabetização. |
| ORGANIZAÇÃO | Vários fluminenses liderados por intelectuais, operários e políticos tomaram as principais ruas do Rio de Janeiro para protestar contra o governo. | Os revoltosos tomaram o comando dos encouraçados Minas Gerais e São Paulo e ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. | Os revoltosos organizaram a Revolta do Forte de Copacabana, a Revolta de 1924 e a Coluna Prestes. |
| RESULTADO DO CONFLITO | Cem revoltosos ficaram feridos e mil foram presos ou deportados para o Acre. | João Cândido foi preso e deportado para a Amazônia. | Os tenentes, sem conseguir apoio popular, refugiaram-se na Bolívia. |
MOVIMENTOS SOCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA I
- Messianismo – esse termo é usado para denominar movimentos sociais sertanejos que fundaram comunidades comandadas por um líder religioso. Baseia-se nas religiões judaica e cristã, que acreditavam na vinda de um messias capaz de libertar os homens dos sofrimentos.
REVOLTA DE CANUDOS (1893-1897) | REVOLTA DO CONTESTADO (1912-1916) | REVOLTA DO JUAZEIRO (1911-1914) | |
LOCALIZAÇÃO | Sertão baiano | Fronteira entre Paraná e Santa Catarina | Juazeiro do Norte, no Ceará |
PRINCIPAL LÍDER | Antônio Conselheiro | João Maria e José Maria | Pe. Cícero Romão batista |
ORGANIZAÇÃO | Os revoltosos organizaram-se comunitariamente. Dividiam colheitas, rebanhos e o fruto do trabalho. Só existia propriedade privada de bens pessoais. Não havia cobrança de impostos. Prostituição e bebidas alcoólicas eram proibidas. | Os revoltosos organizaram-se comunitariamente. Fundaram povoados que foram agrupados na Monarquia Celeste. Tinham governo próprio e seguiam normas igualitárias. | Os revoltosos se organizaram com o objetivo de tirar o interventor Franco Rabelo, indicado por Hermes da Fonseca, e colocar de volta no cargo Acioly. |
QUEM COMBATEU A REVOLTA | Fazendeiros baianos; Igreja católica; Governo. | Fazendeiros; Empresas estrangeiras; Igreja Católica; Governo. | O governo Hermes da Fonseca |
RESULTADO DO CONFLITO | Canudos foi destruída pelas tropas do governo prudente de morais. | A monarquia celeste foi destruída pelas tropas do governo. | Hermes da Fonseca cedeu e devolveu o cargo a Acioly. |